Solange Aroeira
Setembro e suas cores: Reflexões sobre a vida, a inclusão e a esperança
Cores que nos convida a olhar com mais atenção para as pautas urgentes de nossa sociedade.
Setembro e suas cores / Solange AroeiraPor: Solange Aroeira
Setembro chegou trazendo um caleidoscópio de cores que nos convida a olhar com mais atenção para as pautas urgentes de nossa sociedade. O Setembro Amarelo nos lembra da saúde mental e da importância de ouvir, acolher e prevenir. O Setembro Verde reforça a conscientização sobre a inclusão da pessoa com deficiência, um chamado à construção de um mundo mais acessível e igualitário. Outras cores também se unem a este mês significativo, trazendo temas como o cuidado com o meio ambiente, a educação e tantos outros reflexos das demandas da vida cotidiana.
Estamos todos tentando dar conta de nossos afazeres, conectados às notícias e redes sociais em busca de informação. Mas, muitas vezes, o que encontramos são manchetes que nos fazem questionar: que lugar é esse que estamos habitando? Apesar disso, há momentos que nos fazem parar — um gesto de bondade, um carinho inesperado, um ato de inclusão real — e esses instantes nos trazem um afago de esperança.
Por que sentimos demais e pensamos demais? Por que o excesso de sensibilidade e preocupações às vezes nos leva ao cansaço e à desesperança? Sempre me pergunto se, diante de tudo que enfrentamos, não somos nós mesmos que, com nossas ações (ou a falta delas), transmitimos a sensação de desalento para os outros. Será que dedicamos atenção suficiente ao que realmente importa?
O Setembro Verde, dedicado à visibilidade da pessoa com deficiência no Brasil, nos convida a refletir sobre nossas atitudes. Na pressa da vida cotidiana, será que enxergamos as pessoas em sua totalidade, com suas necessidades, lutas e potenciais? A inclusão não é apenas eliminar barreiras físicas, mas também as sociais, emocionais e culturais. Pequenos gestos têm o poder de transformar o ambiente ao nosso redor.
Damos tanta relevância aos desamores e desafetos em nossa caminhada que, muitas vezes, acabamos apagando a faísca da esperança. No entanto, reconhecer essa realidade pode ser o primeiro passo para mudá-la. A chave está justamente em pensar de forma estoica sobre o que, em nossa caminhada, podemos transformar. A busca por ações conscientes, acolhedoras e inclusivas é o que nos revigora e nos conecta àquilo que realmente importa.
Nessas reflexões, gosto de recorrer à Oração de São Francisco, que nos lembra que, independentemente das adversidades, sempre podemos trazer luz:
"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz; onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união."
Da mesma forma, encontro inspiração em Desiderata, um texto atemporal que nos guia rumo à tranquilidade e à convivência harmoniosa:
"Caminhe tranquilamente entre a inquietude e a pressa, e lembre-se da paz que pode haver no silêncio."
Entre as inquietações da mente e as complexidades da fé, reflito sobre como ela, muitas vezes, é usada como válvula de escape ou até como instrumento de manipulação. Por que permitimos isso? Talvez porque seja da natureza humana buscar respostas — ou alguém que as ofereça. E, mesmo quando elas não vêm, o simples ato de perguntar já nos coloca mais próximos de nossa essência.
Neste setembro — amarelo, verde e tão colorido — que possamos aprender mais sobre o acolhimento e a inclusão. Que o Setembro Verde nos inspire a construir um mundo mais acessível e solidário. Que o Setembro Amarelo nos lembre da importância de cuidar de quem está ao nosso lado. E que possamos seguir o exemplo de Francisco, trazendo amor e paz aonde formos, enquanto as palavras serenas de Desiderata nos convidam a buscar equilíbrio em pequenos gestos.
Enfim, que seja na busca pela inclusão, pelo cuidado com o outro ou na construção de dias melhores, cada cor de setembro nos lembra que existe sempre algo que podemos transformar. Que, mesmo em meio à escuridão, possamos ser luz, um tom vibrante no retrato do mundo.
Solange R. Aroeira é psicóloga, pedagoga e Secretária da Mulher, Neurodiversidade e Inclusão Social em Cotia (SP).
📲 Instagram: @solangearoeira
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